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”’Régis Duprat”’ ([[Rio de Janeiro]], 11 de julho de 1930 — São Paulo, 21 de dezembro de 2021)<ref>{{Citar web|ultimo=Coelho|primeiro=João Marcos|url=https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,morre-regis-duprat-pesquisador-da-musica-brasileira-colonial,70003931662|titulo=Morre Régis Duprat, pesquisador da música brasileira colonial – Cultura|data=20 de dezembro de 2021|acessodata=2021-12-20|website=Estadão|lingua=pt-BR}}</ref>
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”’Régis Duprat”’ ([[Rio de Janeiro]], 11 de julho de 1930 — São Paulo, 21 de dezembro de 2021)<ref>{{Citar web|ultimo=Coelho|primeiro=João Marcos|url=https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,morre-regis-duprat-pesquisador-da-musica-brasileira-colonial,70003931662|titulo=Morre Régis Duprat, pesquisador da música brasileira colonial – Cultura|data=20 de dezembro de 2021|acessodata=2021-12-20|website=Estadão|lingua=pt-BR}}</ref> foi um músico, [[musicólogo]] e [[professor]] [[brasil]]eiro.
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Filho de Delio Duprat e Olga Ronchi, e irmão de [[Rogério Duprat]], estudou [[violino]] e [[viola]] com [[Joahanes Oesner]], e [[contraponto]] e [[composição]] com [[Olivier Toni]] e [[Claudio Santoro]]. Formou-se em História pela USP e cursou o Instituto de Musicologia e o Conservatório de Paris, onde foi aluno de [[Marcel Beaufils]]. Foi professor de viola e de [[História da Música]] na Universidade de Brasília, onde fez seu doutorado em musicologia. Também lecionou na pós-graduação da UNESP e da [[Universidade Federal Fluminense]] e
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Filho de Delio Duprat e Olga Ronchi, e irmão de [[Rogério Duprat]], estudou [[violino]] e [[viola]] com [[Joahanes Oesner]], e [[contraponto]] e [[composição]] com [[Olivier Toni]] e [[Claudio Santoro]]. Formou-se em História pela USP e cursou o Instituto de Musicologia e o Conservatório de Paris, onde foi aluno de [[Marcel Beaufils]]. Foi professor de viola e de [[História da Música]] na Universidade de Brasília, onde fez seu doutorado em musicologia. Também lecionou na pós-graduação da UNESP e da [[Universidade Federal Fluminense]] e foi professor titular de Estética e História da Música na USP.<ref name=”Academia”>Academia Brasileira de Música. [https://www.abmusica.org.br/academico.php?n=regis-duprat&id=89 ”Régis Duprat”]</ref><ref name=”ARLAC”>ARLAC IMS | Musicología para América Latina y el Caribe. [http://www.arlac-ims.com/?page_id=732 ”Regis Duprat”].</ref>
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De 1950 a 1966 atuou como violista em vários conjuntos de câmara e sinfônicos. Dirigiu o Sindicato dos Músicos e a Associação dos Professores da [[Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo]]. Foi cofundador da [[Orquestra de Câmara de São Paulo]] e da Orquestra Angelicum do Brasil.<ref name=”Academia”/>
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De 1950 a 1966 atuou como violista em vários conjuntos de câmara e sinfônicos. Dirigiu o Sindicato dos Músicos e a Associação dos Professores da [[Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo]]. Foi cofundador da [[Orquestra de Câmara de São Paulo]] e da Orquestra Angelicum do Brasil.<ref name=”Academia”/>
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Destaca-se sua atuação como musicólogo e pesquisador.
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Destaca-se sua atuação como musicólogo e pesquisador. Foi um dos principais e um dos mais citados pesquisadores da música colonial brasileira, e segundo o professor e pesquisador da USP Diósnio Machado Neto, Duprat foi um dos que exerceram o maior impacto na musicologia histórica nacional, ultrapassando as correntes do [[modernismo]] nacionalista e a escola do [[determinismo]] antropológico liderada pelo influente [[Curt Lange]], e impulsionando a musicologia nativa “a uma atualização constituída pela proximidade teórica com a linha [[hermenêutica]], considerando a condição humana vivida em sociedade como elemento primordial, e não a raça ou a cultura, […] uma transformação teórica de fato que trazia à musicologia aspectos teóricos de ponta do pensamento histórico-filosófico coevo, principalmente superando as posturas [[estruturalismo|estruturalistas]] vividas intensamente na segunda metade do século XX”.<ref>Machado Neto, Diósnio. [https://fredericomb.files.wordpress.com/2016/05/machado-neto-lange-e-duprat.pdf “Curt Lange e Régis Duprat: os modelos críticos sobre a música no período colonial brasileiro”]. In: ”Revista Brasileira de Música”, 2010; 23 (2):73-94</ref>
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Dedicou especial atenção a [[André da Silva Gomes]], sobre quem
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Dedicou especial atenção a [[André da Silva Gomes]], sobre quem foi uma das principais autoridades, redescobriu a maioria das partituras hoje conhecidas e foi o autor do catálogo geral das suas composições. Dois trabalhos sobre este compositor são especialmente importantes: ”A Música na Sé de São Paulo Colonial” (1995), que inclui o catálogo, e uma edição comentada de sua ”Arte explicada do contraponto” (1998). Outros livros que merecem nota são ”Garimpo Musical” (1985) e a série ”Música do Brasil Colonial” (1997). Foi sócio honorário da [[Sociedade Brasileira de Musicologia]] e membro do [[Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo]] e da [[Academia Brasileira de Música]]. Integrou o Conselho Editorial da ”Revista Brasileira de Música”, do Programa de Pós-Graduação da Escola de Música da UFRJ, e da revista ”Modus”, da Universidade do Estado de Minas Gerais. Tem grande obra científica publicada no Brasil e exterior. Coordenou a organização do Acervo Curt Lange no [[Museu da Inconfidência]], sendo o principal responsável pela elaboração de três catálogos sobre os manuscritos musicais lá depositados. Suas pesquisas sobre a música colonial paulista lhe valeram um prêmio especial oferecido em 1970 pela [[Associação Paulista de Críticos Teatrais]]. Também recebeu o ”Prêmio Clio” de 1996, da [[Sociedade Paulistana de História]].<ref name=”Academia”/><ref name=”ARLAC”/>
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